Cauby Peixoto
Rock And Roll em Copacabana

Cauby Peixoto, nascido em Niterói em dia 10 de fevereiro de 1931, apesar de reconhecido cantor de música popular brasileira, foi, no entanto, o primeiro a gravar um rock em português chamado “Rock and roll em Copacabana”, em 1957.
Em atividade desde a década de 40, Cauby é conhecido no meio artístico como ‘Professor’. A família tinha a música no sangue; o pai tocava violão, a mãe bandolim, os irmãos eram instrumentistas, e o tio um grande pianista.
Pela sua voz de timbre grave e aveludado, e principalmente seu estilo próprio, que inclui figurinos e penteados excêntricos, foi considerado pelas revistas Time e Life como “O Elvis Presley brasileiro”. Convidado para uma excursão aos EUA, gravou um LP com a orquestra de Paul Weston, cantando em inglês e com o nome artístico de ‘Ron Coby’. De volta ao Brasil, comprou, em sociedade com os irmãos, a boate carioca Drink, passando a se dedicar mais a administração da casa, interrompendo assim, suas apresentações.
Em 1959, retornou aos EUA para uma temporada de 14 meses, durante os quais, realizou espetáculos, aparições na televisão e gravou, em inglês, “Maracangalha” (Dorival Caymmi), que recebeu o título de “I Go”. Numa terceira visita aos EUA, algum tempo depois, participou do filme “Jamboreé”, da Warner Brothers. Durante toda a década de 1960, limitou-se a apresentações em boates e clubes.
A partir da década de 70, fez aparições frequentes em programas de televisão no Rio de Janeiro, além de pequenas temporadas em casas noturnas do Rio e de São Paulo. Em 1979 o roteiro profissional incluiu Vitória (ES) e Recife (PE), no “Projeto Pixinguinha” da Funarte, ao lado de Zezé Gonzaga.
Em 1980, em comemoração aos 25 anos de carreira, lançou pela Som Livre o disco “Cauby, Cauby”, com composições escritas especialmente para ele por Caetano Veloso (“Cauby, Cauby”), Chico Buarque (“Bastidores”), Tom Jobim (“Oficina”), Roberto Carlos e Erasmo Carlos (“Brigas de amor”) e outros. No mesmo ano, apresentou-se nos espetáculos Bastidores (Funarte, Rio de Janeiro) e ‘Cauby, Cauby, os bons tempos voltaram’, na boate Flag (SP).
Em 1982 iniciou uma temporada no ‘150 Nigth Club’ (SP), lançou o LP “Ângela e Cauby”, o primeiro encontro dos dois cantores em disco, trazendo sucessos como “Começaria tudo outra vez” (Gonzaguinha), “Recuerdos de Ipacaray” (Z. de Mirkin e Demetrio Ortiz) e a valsa “Boa-noite, amor” (José Maria de Abreu e Francisco Matoso).
O ano de 1989 marcaria os 35 anos de carreira, comemorados no bar e restaurante ‘A Baiuca’ em São Paulo. No mesmo ano, a RGE relançou o LP “Quando os Peixotos se encontram”, de 1957. Em 1993 foi o grande homenageado, ao lado de Ângela Maria, no ‘Prêmio Sharp’. A Columbia lança um box com 2 CDs com gravações de 1953 a 1959 relembrando sucessos como “Conceição”, entre outros.
Ganhador do Grammy Latino de 2007, como “Melhor Álbum de Música Romântica”, atualmente prepara-se para um grande show em sua homenagem para comemorar 60 anos de carreira, além de se apresentar em elogiada temporada de shows (mais de 300), no Bar Brahma, tradicional templo da boemia paulistana, na famosa esquina brasileira das avenidas Ipiranga e São João, sempre com casa lotada, todas as segundas-feiras, interpretando clássicos da MPB e sucessos internacionais.

Adaptação (06/08)

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